Lembre-se

by 23:53
Foto: Sérgio Cerqueira (orrr... Serginho)
    Lembro-me a primeira vez que escutei Sublime (do cantor Leonardo Gonçalves), o que foi bem engraçado, eu estava vivendo um período “normal” para os dias atuais: tudo estava uma correria – e Nicole, que sempre foi muito das emocionais estava em um caos tremendo, e quando parei um pouco encontrei tudo que eu queria em uma simples, e inspirada, letra de música. Sublime virou hino para mim, não faz parte da minha playlist, faz parte da minha vida. E é com ela, e mais outros aparatos que desejo conversar hoje.  Ontem me deparei com essa foto no instagram, e simplesmente me apaixonei! O que me levou a outro assunto, já hoje sai da sala de Literatura e Outras Artes com um assunto em mente, pensei em fazer três posts, mas percebi que de uma forma ou de outra eles poderiam ter um belo relacionamento, e é isso que tentarei fazer agora: selar um relacionamento entre as idéias! 
    A foto acima é referente a uma das passarelas de Salvador que direciona o cidadão para o shopping, para a estação de ônibus e para a rodoviária da cidade, de certo modo ela é quase sempre caótica, mas em períodos natalinos – agora em novembro, inclusive – pode ocorrer até engarrafamento de pessoas. Ela é um símbolo de movimento e velocidade – são idas e vindas diariamente. Ao sair da aula nem lembro como desenvolvi o pensamento, mas me liguei que há tantas coisas desnecessárias que tratamos como o X da vida, como a coisa mais importante pra gente, e isso nos faz esquecer-se do que é verdadeiramente importante. E tudo que não quero é esquecer. Quero me lembrar da realidade como ela é. 

“Só tenho medo quando esqueço,
E a memória é tudo aquilo que nos falta
Que o dia todo é transparência
Pra essa graça”
Palavrantiga – Rio torto

    Na atualidade vivemos o tempo da multiplicidade: posso assistir TV, conversar com umas 50 pessoas, visualizar fotos e conversar com a minha mãe – esse é um exemplo mínimo – acontece que ao fazer tantas coisas nossa atenção não se multiplica e sim é dividida, e ela não pode funcionar os 100% da sua real capacidade. A mente dividida os sentimentos também se tornam divisíveis, as pessoas estão cada vez sentindo menos. É um tempo que as poesias são rasas e as mentes fracas, é tempo da liberdade sem conseqüência, do grito de independência: nós somos infinitos! Carpe diem! É um tempo onde a festa é eterna, e morte? Deus me livre de morte, ficamos tão frios a morte que é  como se ela nunca fosse bater na nossa porta.  
     Quando esquecemos, ou ignoramos a morte, nós temos a sensação de poder em mãos, e não tem nada pior – ou quase isso - que sentir o poder em nossas mãos, ficamos esquecidos! E nos conectamos a soberba, ao orgulho, a falta de cuidado com a nossa saúde, o mau humor excessivo, o egoísmo, a ira e tantas outras coisas são desencadeadas. Temos a sensação – mínima, talvez – de sermos deuses, os quais podem ser a chave para mudar o destino de toda a humanidade.  Como tolos nos comportamos.

É melhor ir a uma casa onde há luto do que a uma casa em festa, pois a morte é o destino de todos; os vivos devem levar isso a sério!
Eclesiastes 7:2

     Acaso tenha esquecido você irá morrer – talvez, só a primeira morte -, mas haverá um fim. Nós não somos “eternos”*.  Lembre-se daquele ciclo que a pró lá no fundamental ensina: a gente nasce, cresce, reproduz, fica velho e morre: um dia seu corpo virará pó, ricos e pobres, negros e brancos, exatas e humanas, nordestinos e sulistas, todas as nações por fim virarão pó, enfrentarão a dor da morte. Ela é intensa, voraz, leva tudo: sonhos, paixões, planos... Tudo* a morte leva. Não se esqueça da morte. Ela vem sem dizer quando – muitas vezes é quando menos esperamos. 
    A vida é bela. Viva a vida, e lembre-se da morte, não com medo dela, mas consciente (essa multiplicidade rouba a consciência) que ela existe, dê flores aos vivos, chore por eles e ame os, pois é muito triste chegar no velório, ou na beira da cama de alguém e pensar no “ria..”, eu “podeRIA ter feito isso, aquilo etc. A morte nos leva a humildade e ao tempo da vida. Ela é poética e real! Não a ignore, mas queira estar “deleitando-se” com mais sensibilidade possível nela.
     Relembre também: que ela é o maior inimigo humano e o mais eficaz medidor da fé. Ponha-se diante da morte e veja o que você fez com a sua vida até agora. 
“Não é tolo aquele que larga aquilo que não pode manter para ganhar aquilo que não pode perder.”
- Jim Elliot

Ainda tem muito fio solto neste texto, mas se Deus me conceder a graça de mais uma vez eu falar sobre este assunto, nós iremos continuar a falar sobre isso... OK?

Um bom sono, e Deus nos ilumine em cada passo.

(Obrigada Espírito Santo) 

há tanta coisa lá fora.

by 22:53
Facebook

Pra matar a saudade venho trazer o meu assunto, talvez, um dos, mais preferido – e mais paradoxal - : o tempo. Estive pensando e talvez devo, e preciso, demorar mais para andar mais. Não, eu ainda não tenho tempo, afinal já perdi tanto tempo que tenho que admitir que não tenho mais regalias alguma para gastar, mas mesmo assim preciso andar devagar. Talvez, eu não venha falar do tempo, e sim da pressa que o tempo me dá. 
Tenho 19 anos – isso ainda soa estranho – e ainda me olham com cara: Como você é novinha! Mas em mim já penso: como estou velha (e não é somente mentalmente!). Daí quero correr de modo enlouquecedor ao pódio, resultado? Canso – não tenho um físico para quem corre, afinal quem nunca andou como pode correr? Canso e me perco em mim mesma. E para achar.. Ahhhh, só Jesus! Hahaha 

Essa semana pensei em diminuir o ritmo, pegar menos peso e ao mesmo tempo mais, dizem que de grão em grão a galinha enche o papo e o que quero é isso. Meu corpo clamou por atenção, clamou por disciplina, minha vida clamou por prioridade – Querido John, você estava certo o tempo todo! Lucas Silveira sempre nos diz: não ouse desistir de tudo que você sonhou. A palavra ousar me causa tanto impacto, que não ousarei – nunca fui mesmo muito ousada nas coisas – vou devagarzinho, bem apressada aos meus objetivos. Ainda está um tanto distante, mas vou esperar no tempo de Jesus, o amor espera, e se O amo, eu O espero, espero sua resposta, sua bifurcação, espero uma estrada mais branda. Eu sei que o tempo não vai esperar, mas reconheço que é tempo de parar – e quem sabe, descansar. 

Essa semana = mil semanas atrás, rs.
Pra sinalizar a volta.

(Obrigada Espírito Santo, pela oportunidade!) 
Tecnologia do Blogger.