Sou filha, e sou borboleta.

by 00:59
   Não queria escrever, estou com preguiça, como estou para a maioria das coisas - e isso tornou-se mais perceptível na última semana - o texto é sobre coisa repetida, se estiver cansado volte mais tarde. Ainda é sobre mim, e sobre espelho. 
   Quando escrevo é como se eu juntasse os fios e costurasse um tapete, alinhasse tudo, logo consigo enxergar as coisas melhor quando escrevo, então mesmo relutando para não escrever, estou aqui escrevendo. Estou mais uma vez tentando mudar, não em corte de cabelo - meu cabelo se quer sabe o que é uma tesoura - ou em sua pintura, meu exterior desconhece a palavra mudar, passo por minhas crises no meu interior, e tenho descoberto que eu sou do modo que sou e não posso ser outrem, mas posso mudar. 

   Estou em um processo de saber quem sou, sim, tenho 19 anos e não sei quem sou, talvez isso seja a consequência da quantidade de filmes que assisti quando era criança, e  como sou dessas que me envolvo mesmo, caio de cabeça: grito e choro com personagem,  talvez tenha ido tanto de cabeça que bati e fiquei assim, sem uma identidade certa. Talvez você se identifique com o meu discurso, ou talvez me ache um tanto doida. Mas tenho percebido nos últimos tempos o quanto me falta a identidade. 
   Já mudei muito nos últimos anos, e reconheço que falta mais, mas como tenho entendido: somos seres diferentes, e nem todos mudam abruptamente, cada um tem o tempo de casulo e seu tempo borboleta da vida. Eu diria que sou meeira, ou que estou tentando me olhar apenas no espelho. E, afinal, o que é se olhar no espelho? É simples, é reconhecer-se. 

Seja mais afinada, mais inteligente, dance mais, seja mais comunicativa, força mais a barra - não mais.  Reconhecer-se é saber quem realmente é, e ver que você é aquilo e que você pode trabalhar em quem você é, mas não invadir o ser do outro, não tentar se vestir diferente, ou olhar para o outro e pensar o quanto seria bom você ser do mesmo modo, reconhecer é entender o seu interior e ver defeitos, e acertos, seus problemas e crises - aquela velha bagunça organizada.

Por muito tempo, acredito - ainda estou em fase de analise - estive muito a elogiar o outro, e arrisquei ser igual, ser até mesmo superficial com as coisas que acho "maneira", mas não era quem sou. Arrisquei outros papéis, e não sou uma boa atriz, porque no fundo nunca deu certo. Esqueci muitas vezes do meu real papel, de quem realmente sou - e pra quê realmente fui criada. E agora, escrevendo, percebo o quanto aquele ditado tem sentido "A grama do vizinho é sempre mais verde", por muitas vezes ela parece mesmo, mas ela é do vizinho e não minha. 

Reconhecer-se é também entender que você é único.

É incrível o quanto Deus é criativo, e vivo a falar isso para as crianças da igreja, mas talvez eu não tenha pensando nisso em mim, e entender essa minuciosidade ao pé da letra: a obra de Deus sobre o ser humano é linda demais, o modo que Ele nos criou diferentes um do outro é encantador, no entanto, infelizmente, tentamos limitar e sermos todos "iguais". 

Sou a favor a momentos introspectivo do ser, de uma conversa interna,  mas essa introspecção as vezes nos deixa perdidos: não chegando ao conhecimento de saber quem somos, mas entendemos apenas o quanto nos sentimos perdidos e desgastados com a relação ser X mundo. E acho que eu estava nessa - meio perdida -  mas escutei umas coisas que mexeram comigo "No século 21 há uma confusão de identidade (..) nossa identidade é que somos filhos de Deus" (onde coloquei reticência é a parte que eu não lembro, mas essa é a essência da frase). Esse adjetivo "Filho de Deus" era o que faltava pra encher o meu quebra cabeça, muita mentira tem sido tirada de mim, muito mito, muito script constituído, muito "mimimi" de rede social ainda tem que ser desfeito.  A verdade de saber quem somos nos liberta de muita coisa, e saber que somos filhos de Deus nos liberta mais ainda - em uma dimensão totalmente louca. 

Não tem sido fácil, ainda tenho muito a orar, a meditar dentro da Palavra, mas em resumo tenho entendido 2 coisas. 

1. A verdade liberta. 
2. E sou filha de Deus. 

É algo que tenho que analisar constantemente, pois sou escrava de mim mesma e uma vez ou outra quero satisfazer as minhas vaidades de ser quem não sou. Termino o texto - tenho que terminar na marra porque não sei resumir nada - lembrando que sou filha e sou borboleta, em uma longa metamorfose, aprendendo de acordo com minha personalidade: lentamente. 


Até o próximo capítulo. 


Eu espero ir por aí seguindo esta identidade. 

Obrigada Espírito Santo 

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