réu confessa

by 00:44



    Há muito tempo conversei com meu namorado a respeito do quanto eu desejava mudar o meu modo de escrita no blog e transformá-lo como se fosse um diário de jornada, ele gostou da ideia, fiquei mais animada etc, mas advinha o que aconteceu? Procrastinei. Esqueci. E joguei onde sempre jogo todas as minhas coisas na caixa perdida no tempo e espaço. O que seria essa caixa perdida no tempo e espaço? Duvido muito que você não as conheça, são caixas que funcionam como compartilhamento da vida, a caixa onde joguei o plano de ter um blog de jornada foi a dos "planos adiados", e também na caixa da "frustração/não vai dar certo" (em meu imaginário possuo várias caixas) Minha mente é uma loucura, e desde já confesso-me como acumuladora, não de objetos em si (as vezes, afinal de contas sou uma "futura" professora, amo acumular umas anotações em papéis), mas de situações e as minhas preferidas são: acumular livros para ler, problemas nas relações diárias, desistências no meio da jornada, achar que algo vai dar errado e por isso nem tentar, adiar para depois quem sabe dar certo.. "Afinal, ainda não é o tempo" (isso pode acontecer de verdade, mas a maioria das coisas que uso essa justificativa amigos, é sem noção/base de nada). Enfim, sinto que Deus chamou minha atenção e me fez olhar para a bagunça que a minha vida está. E é constragedor como eu deixei tudo tão solto nela.

  Nesse exato momento estou me sentido um pouco sufocada por meus próprios pensamentos. O meu maior problema é que posso até começar a fazer algo, mas nunca p e r m a n e ç o, e quando dou a louca (como agora) às vezes quero abraçar o mundo de uma vez por todas e falar: A PARTIR DE HOJE VOU MUDAR, igual a dieta, sabe? Inclusive nunca consegui fazer uma dieta se quer na minha vida. Atualmente vivo num determinado ponto que não consigo mais iniciar nada, e nem confio mais na minha palavra de "o que vou fazer" porque respondo a mim mesma que não tenho forças para tal ato. Não sei se você reconhece as minhas palavras em seu cotidiano - talvez sim, talvez não - mas isso tudo causa um impacto do tamanho do mundo todo. Viver sem acreditar em si mesma é um completo desastre. Entendo que preciso confiar em Deus, pois quando não consigo Ele consegue, contudo há tempos que são tão dramáticos e intensos que não oro, não leio a Bíblia, não fico nEle (entende quando digo que há um impacto em todas as áreas na minha vida?). 

  Eu amo, a-m-o mesmo um filme chamado Julie & Julia, é o tipo de filme doce que dá enjoo, o tipo de filme que Bruno assiste com dificuldades e que eu fico com um lencinho enxugando as lágrimas (o lenço é só para construir uma imagem mental, limpo as lágrimas na mão grande mesmo!). Durante o filme, Julie tenta não desistir de tudo quando está insatisfeita com a sua vida, e o seu marido da a ideia de um blog, onde ela faz uma desafio de 524 receitas durante um ano - com resenha de todas as receitas no site no dia seguinte após o experimento. Há uma cena que Julie deitada na cama chorando, recebe uma ligação da sua mãe (mãe esta que dá aqueles esporros que não ajuda muito) que relembra o quanto ela nunca termina nada que começa, de como aos 30 anos não conseguiu finalizar nada, e que até do seu blog que estava indo bem sente as pernas vacilar em conflito do continuar ou desistir. Quase sempre me sinto assim

  Estou decidida a abrir o meu coração. Pensei em excluir esse blog e criar outro, com outro nome etc - até porque quando estamos animadas a mudar surte uma tendência de sair fazendo tudo novo - mas as vezes precisamos permanecer no velho, o velho dói e nos faz lembrarmos das nossas fraquezas, e promessas não cumpridas, mas o velho possui o nome de "Voo da Fênix" e nesse período tudo que eu preciso é renascer das cinzas (entendo que não irei renascer só, não faço nada só, minha força por ela mesma é vã.), por isso preciso permanecer e dar a continuidade a este espaço. Esse diário de jornada - que não será sobre viagens (Oh Cristo! Quem sabe, né?! hahah), que não é sobre culinária, fotografia, leitura (apesar deu querer muito que fosse apenas sobre essas coisas acima). O blog é principalmente sobre a vida de uma pecadora, é sobre tudo que eu posso oferecer atualmente: a minha escrita. São sobre coisas ruins e como não sei me encaixar, e como sou diferente, estranha ou não sei. Não há promessas que apartir de hoje não vou desistir de nada, não há promessas de nada - não sei se estou pronta a refaze-las. Quero apagar esse texto todo.   De coração aberto não quero tomar forma de vida de instagram, por mais que eu busque...  Ter uma qualidade fotográfica no blog (seria esse meu sonho?) porque ainda não tenho a câmera, por enquanto ainda teremos fotos via pinterest, we♥it e outros lugares que amo! Aqui não é nada de outras blogueiras, porque sou eu! (escrevo para aceitar este fato). Aqui não pode ser somente o desejo frustrado de uma vida perfeita, mas sim a vida real.

Dou o que tenho. Dou palavras. Escrevo porque permanece, e a mente é fraca, logo escrevo tudo que tenho e quero, e devo voltar a fazer. Não sei se ainda é o mesmo voo, mas é a mesma (??) fênix.



Observação: fiquei um tanto arrasada quando soube que esse texto, se parece com esse:http://fenix-es.blogspot.com.br/2016/03/sernix.html, mas podemos dizer que foi uma continuidade? sim, podemos.
   

Obrigada Espírito Santo





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